Economia
Programas sociais devem ser mantidos, diz Péricles
Os resultados do programa Bolsa Família em Alagoas, segundo Cícero Péricles, têm sido elogiados. Por isso, o pesquisador defende que o programa deve ser mantido pelo novo governo. ?Suas condicionalidades, como o cuidado na saúde e educação das crianças, resultam em melhorias, mas que são lentas. O programa, que tem uma função social prioritária, não objetiva, diretamente, a criação de melhorias econômicas, como a geração de empregos e renda. Em Alagoas temos hoje 413 mil famílias, que recebem R$ 79,3 milhões mensalmente do Bolsa Família. Isto significa R$ 880 milhões por ano na nossa economia?, destacou. PREVIDÊNCIA A Previdência Social é o maior, mais amplo e mais caro programa social brasileiro, porque transfere recursos das regiões mais ricas para as mais pobres, da cidade para o interior, dos mais ricos para os mais pobres. O professor Cícero Péricles disse que no estado são 532 mil pessoas que recebem R$ 600 milhões mensalmente, recursos anuais dez vezes maiores que o programa Bolsa Família. São 337 mil aposentados e pensionistas nas cidades e 195 mil no campo que dependem desses recursos para sobreviver. ?A sociedade alagoana depende muito mais da previdência que do programa Bolsa Família?. Da mesma forma que existem dificuldades na implantação das políticas sociais, os programas de desenvolvimento econômico ? crédito rural, microcrédito urbano, criação de infraestrutura, apoio a comercialização e assistências técnica ? sofrem com os mesmos problemas, de limites financeiros e recursos de pessoal dos órgãos estatais e nas outras instituições para sua ampliação. Ao ser questionando, porque a miséria social é uma das mais alta no Brasil, Péricles explicou que ?Alagoas perde de captar mais recursos, deixa de utilizar mais dinheiro do orçamento público por falta de projetos, de capacitação profissional, de dificuldades no acesso e capacidade de investimentos nos seus empreendimentos. Esses recursos fazem falta e limitam o crescimento econômica e a queda da pobreza?. SÍNTESE Na síntese dos indicadores sociais, o pesquisador considerou que o novo levantamento do IBGE relativo a 2017 confirma os dados anteriores: que a renda é baixa e concentrada; que a ampla maioria da população é pobre, que as diferenças raciais persistem, mesmo depois de um século e meio da Abolição; que é grande o deficit de moradias; que dois terços dos alagoanos carecem de obras de saneamento; que a escolaridade avançou, mas segue com deficits na sua cobertura. ?Por tudo isso, as políticas públicas ? sociais e de desenvolvimento ? são mais que necessárias para que a sociedade alagoana vá, paulatinamente, diminuindo o deficit histórico ? a sua pobreza, extinguindo seu lado mais duro ? a miséria ? da paisagem social alagoana?.