Economia
Pobreza extrema aumenta 1,6%
O drama social na favela do Ponto é a triste realidade de 1,6% da população alagoana, ou seja, de 53.872 pessoas que sobrevivem em situação de extrema pobreza. É o que revela a pesquisa do índice de indicadores sociais do País divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) referente ao ano de 2017. A pesquisa identificou que a faixa de extrema pobreza no Brasil aumentou 6,6% em 2016 para 7,4% no ano 2017. Dos 208,4 milhões de brasileiros, 15,2 milhões de pessoas são extremamente pobres. De acordo com a definição de ?extrema pobreza? feita pelo Banco Mundial, se enquadram os que possuem renda mensal de R$ 140 (ou US$ 1,90 por dia), como a maioria das famílias da favela do Ponto e de outros bolsões de miséria espalhados pelos 102 municípios. Quando se refere a Alagoas, a pesquisa mostra outro dado preocupante: 26,1% da nossa população, ou seja, 878 mil pessoas, têm renda inferior a R$ 238. O valor atual do salário-mínimo é R$ 954. Não é preciso ir muito longe para se deparar com esta realidade constatada pelo IBGE relativa as condições econômicas da população do nosso estado. A poucos metros do Palácio do governo estadual, a miséria está exposta e o empobrecimento de uma parcela importante da população é visível também em todo o trecho da lagoa Mundaú, em Maceió.