Economia
Baixa interligação da malha aérea inibe um maior fluxo de visitantes

Apesar dos números significativos ? o turismo de negócios, que movimenta mais de 70 mil pessoas na baixa temporada (de abril e outubro) e o turismo de lazer deve superar a casa dos 2,5 milhões ? esses números poderiam ser dobrados se houvesse fluxo área mais intenso no aeroporto Zumbi dos Palmares. O Ministério do Turismo avalia que o Estado tem capacidade de receber nas duas temporadas 5,5 milhões de turistas. Por isso, o movimento ainda é considerado como pequeno. A interligação regional da malha aérea ainda é muito pequena, assim como o fluxo internacional, de acordo com setores como o Maceió Convention & Visitor Bureau ? que trabalha com atração do turismo de negócio ? , Associação de Bares, Restaurantes e Hotéis de Alagoas (ABIH/AL), e o próprio titular da Sedetur, Rafael Brito. Uma política para viabilizar o setor e atrair mais voos pode compor a duplicação do movimento na baixa e na alta temporadas. A passagem área encarece demasiadamente quando o destino é Alagoas. Neste momento, por exemplo, quem quiser viajar do Recife para Maceió vai encontrar passagem que pode passar de R$ 1,4 mil (idade e volta); para São Paulo direto (ida e volta) ultrapassa R$ 2 mil, se for comprada com antecedência. Essa situação praticamente inviabiliza a vida de quem planeja passar o verão na praia, na última hora.