Economia
Cesta básica aumenta em todas as capitais

O valor da cesta básica aumentou em todas as capitais brasileiras em 2018. De acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), responsável pela pesquisa, no Recife, capital com a cesta básica mais barata no país, onde em dezembro custou R$ 340,57, o trabalhador precisou gastar 38% do salário mínimo para comprá-la e somente para isso teve que trabalhar 78h32min. Em São Paulo, onde está a cesta básica mais cara do Brasil, o trabalhador precisou desembolsar R$ 471,44, o que equivalia em 2018 a 53,71% do salário, e 108h43min de serviço. A capital alagoana não está entre as pesquisadas pelo Dieese. Procurada, a Secretaria de Estado do Planejamento e Gestão (Seplag), que fazia o levantamento, informou que há mais de um ano não participa mais da pesquisa do Dieese e que está formulando uma nova fórmula de cálculo. E engana-se quem pensa que esta cesta básica é daquelas que enchem o carrinho de compras. A cesta básica pesquisada é composta por 13 produtos alimentícios em quantidades suficientes para garantir, durante um mês, o sustento e bem-estar de um trabalhador em idade adulta. São eles: carne, leite, feijão, arroz, farinha, batata, tomate, pão, café, banana, açúcar, óleo e manteiga. De acordo com o Diesse, o salário mínimo atual, de R$ 998, é o necessário para viver no anos 2000. Para o departamento, ainda em dezembro de 2018, o cálculo era de que o trabalhador deveria ganhar R$ 3.960,57. O Dieese calcula o salário mínimo necessário baseado na determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência.