Economia
Sequelas da crise em AL serão permanentes
As mudanças feitas pelos alagoanos para atravessar a crise econômica, que pareciam soluções passageiras, devem se integrar de vez ao cotidiano das famílias. As sequelas da recessão devem deixar cicatrizes permanentes nos consumidores, que se viram obrigados a mudar de padrão ou começar a cortar itens até mesmo da cesta básica. Para famílias mais pobres, que em anos anteriores muitas saíram da miséria e impulsionaram o consumo, o fantasma da fome assombra. De acordo com levantamento feito pela empresa de consultoria Kantar Worldpanel, que monitora lares em todo o país e acompanha o consumo das famílias, durante o primeiro semestre de 2018, diversos itens básicos deixaram de ser comprados. A consultoria ressalta que os produtos podem ter sido estocados ou adquiridos menos de uma vez a cada seis meses, indicando uma redução na frequência de compra. Entre os itens que deixaram de ser comprados, lidera a lista o extrato de tomate, que saiu do carrinho de compras de pouco mais de 1 milhão e 200 mil lares. Chama a atenção também o fato de que dos 15 itens que saíram de cena, 7 estão ligados à higiene e limpeza. Esponja de aço e sabão em pedra deixaram de ser comprados em pouco mais de um milhão de lares. Papel higiênico, creme dental, shampoo e sabonete também apresentaram baixa. Entre os alimentos, depois do extrato de tomate a farinha de trigo é o item mais deixado de lado, foram pouco mais de um milhão e quarenta e um mil lares sem a comprar.