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domingo, 31/08/2025 | Ano | Nº 6044
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Economia

Economistas ressaltam importância do crédito

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A reportagem pergunta ao economista Rômulo Sales se o microcrédito urbano é realmente uma importante ferramenta de desenvolvimento econômico e social. ?O crédito, independente se urbano ou rural, é de extrema importância para o desenvolvimento econômico, e serve para azeitar a economia. Funciona com uma graxa para as engrenagens?, explica. Na avaliação de Rômulo Sales o Crediamigo, assim como qualquer outra linha de crédito não garante sucesso nos negócios, mas viabiliza a realização de projetos. ?O crédito ?per se? não é garantia de sucesso. Precisa ter tino, habilidade para o negócio, precisa apresentar um produto inovador, que seja diferente, nem que essa diferença seja no atendimento dos clientes?, reforça o economista. Já na opinião do economista Emanuel Lucas de Barros, o microcrédito urbano é realmente uma importante ferramenta de desenvolvimento econômico e social. Ele conta que várias experiências pelo mundo já demonstraram a sua importância. ?O caso mais emblemático é o Grameen Bank de Bangladesh, fundado por Muhammad Yunus na década de 1970. No Brasil, umas das formas de microcréditos mais conhecidos é o Crediamigo, programa gerido pelo Banco do Nordeste?, lembra. Emanuel Lucas diz que não existe uma ?receita de bolo? para se alcançar o sucesso e, ainda, que o cenário atual não é fácil para quem pretende empreender, mesmo assim a cada dia surgem mais empreendedores por necessidade. ?Justamente aqueles que precisam sobreviver em meio ao desemprego e diminuição da renda?, explica. ?O crédito é notadamente essencial para o desenvolvimento econômico, ele permite o surgimento de inovações tecnológicas e a existência do empreendedorismo. De modo geral, uma parte significativa de pessoas e microempresas são excluídas do sistema financeiro tradicional por não se enquadrarem no perfil exigido (comprovação de bens, renda, excesso de burocracia, etc.), e acabam tendo que recorrer aos ilegais e/ou extorsivos, como é o caso de agiotas, créditos consignados, rotativos do cartão de crédito, cheque especial, todos esses cobram altas taxas de juros. Por isso, o microcrédito adentra justamente na inclusão desse segmento ao acesso a microfinanças, sendo uma forte ferramenta de desenvolvimento local?, completa o economista.

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