Economia
Alagoanos viram empreendedores para escapar da crise econômica

Em meio a uma crise que tiraniza o brasileiro, que gera desemprego, desalento e desespero surgem personagens que ultrapassam o estigma de maus pagadores, que alimentam autoestima, que geram renda e acreditam em dias melhores a partir das próprias experiências. O ano virou e a taxa de pessoas sem trabalho continua com dois dígitos no Brasil. É nesse cenário desolador que o alagoano aderiu ao microcrédito e tenta dar a volta por cima. A essência da fórmula que passou a garantir crédito a classe com menor renda no Brasil foi pensada pelo economista Muhammad Yunnus, vencedor do prêmio Nobel da Paz, em 2006. Ele popularizou a expressão ?microcrédito?. Ao bengalês é creditada a experiência, a partir de 1970, de conceder empréstimo para famílias pobres. Um passo importante para o fortalecimento da cadeia que promove o desenvolvimento social e econômico. Diogo Vilela de Medeiros Cavalcante é gerente de Microfinanças do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) e atua no Crediamigo há um ano e meio. ?A gente está num estado carente de todas as possibilidades possíveis. A gente está justamente na contramão. Para se ter ideia no ano passado a gente conseguiu desembolsar mais de R$ 423 milhões e em relação ao ano anterior. A gente já conseguiu crescer 6%, só em Alagoas?, comemora Diogo Vilela. Os números confirmam o quanto o Crediamigo está consolidado e cresce em Alagoas. O BNB terminou 2018 com 95 mil clientes ativos e, em 2019, houve um aumento de mais 24%. ?Esse é um ano importante porque o governo colocou em sua pauta principal o microcrédito, por isso que a gente está fazendo várias ações?, lembra o gerente de microfinanças do BNB.