Economia
Jovens são os mais afetados pelo desemprego em Alagoas, diz Ipea
Desde a adolescência Mônica Larissa começou a procurar emprego. Várias entrevistas e nada de contratação. A justificativa era sempre a mesma: lhe faltava experiência. Depois das várias tentativas ela conseguiu ser contratada como tele-atendente após a indicação de uma amiga. Mas a alegria de Mônica durou pouco. Após 4 meses de trabalho a empresa terceirizada que havia lhe contratado não venceu uma nova licitação para continuar operando e teve que encerrar as atividades e demitir os funcionários, entre eles a jovem trabalhadora. A nova empresa que se instalou contratou os funcionários que foram demitidos da que acabara de sair, mas no caso de Mônica eles alegaram que ela não tinha experiência e não recontrataram. A situação de Mônica retrata o que o Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea) atesta: os jovens enfrentam mais dificuldades para conseguir trabalho e, quando empregados, são os mais vulneráveis à demissão. No trimestre móvel formado pelos meses de novembro e dezembro do ano passado e janeiro deste ano, a taxa de crescimento da ocupação foi de 0,9%. Entre as pessoas de 18 a 24 anos, não houve crescimento mas uma retração de 1,3%. Baseado nos dados da Pesquisa Nacional de Amostra Domiciliar Contínua (Pnad) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Ipea produziu um estudo e divulgou uma ?Carta de Conjuntura?. A avaliação dos pesquisadores é de que a situação do desemprego que acomete mais de 13,1 milhões de brasileiros é ainda mais preocupante para os jovens.