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domingo, 31/08/2025 | Ano | Nº 6044
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Endividamento avança 10% na capital alagoana

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O alagoano Carlos Eduardo dos Santos, 28 anos, sentiu o aperto financeiro quando perdeu o emprego como operador de caixa de um supermercado em Maceió, há seis meses. Sem recolocação no mercado de trabalho deste então, começou a ver as contas se acumularem até ver seu nome engrossar a lista de inadimplentes. Sem perspectiva de um novo emprego, Carlos Eduardo entrou para as estatísticas de endividamento da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Alagoas (Fecomércio AL). Segundo os dados divulgados pela instituição nessa sexta-feira, 12, o endividamento avançou 10% em março, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Segundo a Fecomércio, em março, havia na capital alagoana 90 mil consumidores endividados. Para o economista da Fecomércio-AL, Felippe Rocha, além do desemprego, o outro motivo que levou ao aumento do número de endividados em Maceió foi a falta de renda dos consumidores, fazendo com que muitos deles recorressem ao uso do cartão de crédito para quitar suas contas. ?Quando uma pessoa usa o cartão para quitar dívidas anteriores acaba elevando o endividamento, o que acaba gerando problemas para a quitação total e, consequentemente, favorece ao atraso das contas?, informa o economista, por meio de assessoria de imprensa. Nesse cenário no qual o cartão serviu como escape para a quitação de dívidas recorrentes (água, luz, gás e condomínio, entre outras), o uso deste instrumento financeiro foi responsável por 82,9% das transações, seguido pelos carnês de loja, que representaram 11,2% na compra produtos duráveis e semiduráveis. Outros meios de endividamento foram utilizados por 7,7%. Segundo Felippe Rocha, os endividados alagoanos passam, em média, cerca de 5,2 meses com uma dívida e comprometem cerca de 19,7% do seu orçamento. ?Embora este seja um indicativo saudável de comprometimento da renda pessoal, aqueles que estão incertos da manutenção dos seus postos de trabalham devem tomar mais cautela e evitar qualquer tipo de compromisso da renda em dívidas?, aconselha o economista.

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