Economia
Fornecedores têm prejuízos de R$ 200 milhões com paralisação
Um dia depois de ser obrigada a paralisar a extração de sal-gema e por consequência a interrupção da produção das fábricas de cloro-soda e dicloretano na planta industrial no bairro do Pontal da Barra, em Maceió, e nas plantas de PVC no distrito industrial em Marechal Deodoro (AL) e do Polo de Camaçari (BA), a direção da empresa de mineração comunicou aos fornecedores de serviços e matéria-prima em Alagoas a suspensão de pagamento em contratos que somam mais de R$ 200 milhões. Os diretores da indústria da Oldebrechet confirmaram a informação obtida com exclusividade pela Gazeta, mas não quiseram entrar em detalhes da medida adotada após uma reunião extraordinária da direção executiva. Segundo explicações de diretores ligados às áreas financeira, industrial e institucional, com a empresa parada não há como continuar pagando aos fornecedores de matéria-prima, que neste momento não está sendo empregada nas unidades industriais. A medida deverá causar reflexa na economia do estado porque haverá de refletir na queda da arrecadação financeira de impostos e por consequência afetará os Fundos de Participação do Estado e dos Municípios. O FPE e FPM é uma transferência de dinheiro do Governo Federal para esses entes da Federação, cujo objetivo é equalizar a capacidade financeira dos que têm menor capacidade de arrecadar impostos com a dos que têm atividade econômica mais intensa e, portanto, maior possibilidade de obter receitas. Entre as empresas que mais sentirão o impacto se destacam a Algás, que tem um contrato estimado em R$ 60 milhões, e a Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf), fornecedora de energia elétrica através de uma linha de transmissão exclusiva. A companhia deve sentir prejuízo avaliado em R$ 120 milhões. As duas empresas alegam sigilo fiscal e contratual para não comentar o assunto. Mas não o desmentem. Outros pequenos fornecedores com contratos avaliados em R$ 20 milhões terão a relação comercial temporariamente suspensa.