Economia
Sindifisco quer revisão de tributos da Braskem
O Sindifisco informou que vai encaminhar outra ação ao Ministério Público pedindo a revisão dos benefícios tributários e a exclusão da empresa no Programa de benefícios tributários. A presidente do Sindicato, Lúcia Beltrão, explicou que o Prodesin é para as empresas que estão se instalando no estado. No caso da Braskem, a sindicalista lembrou que a empresa se instalou aqui nos anos de 1970, quando se chamava Salgema, recebeu incentivos financeiros do governo de Alagoas para instalar a planta industrial. Depois, foi vendida e passou a se chamar Trikem. Foi vendida novamente para o grupo Oldebrecht e hoje opera como Braskem com três unidades industriais: uma de mineração e extração de sal-gema (salmoura), matéria-prima para a produção de dicloretano e soda-cáustica na segunda unidade industrial. A terceira é a fábrica de PVC. ?Então esta empresa não é nova em Alagoas. Opera ha 44 anos?, disse a sindicalista. Os diretores do Sindifisco disseram que a empresa goza de benefícios tributários desde de 2010. Ela chegou a ter quatro inscrições estaduais. Hoje, tem três. A redução tributária favorece e permite que uma das empresas pague apenas 8% de impostos. A presidente do Sindicato, Lúcia Beltrão estima que a empresa recolha em média R$ 2 milhões/mês. A arrecadação, segundo ela, é semelhante de um supermercado. Na Sefaz ninguém comenta o volume da arrecadação e nem a dedução tribuária apontada pelo sindicato, por causa do sigilo fiscal.