Economia
Metade das mulheres é demitida após volta da licença-maternidade

No País em que o presidente da República já insinuou que o fato de a mulher engravidar seria motivo para que ela tivesse salário menor, a cada duas mulheres que voltam ao trabalho após a licença-maternidade, uma é demitida. A realidade dessas profissionais foi descortinada por uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV). São mulheres como a jovem Ericka dos Santos ? pseudônimo usado a pedido da personagem ?, que foi demitida logo que passou o período de estabilidade da licença-maternidade. Era o primeiro emprego de Ericka. O procurador Geral do Ministério Público do Trabalho em Alagoas, Rafael Gazzaneo, alerta que mesmo amparada na legalidade, pelo menos em um primeiro momento, a demissão de mulheres pós-licença-maternidade pode se tornar ilegal caso fique comprovada conduta reiterada da empresa na ação, o que caracterizaria demissão discriminatória.