Economia
Presidente do TJ quer evitar judicialização

Em entrevista exclusiva à Gazeta de Alagoas, o diretor institucional Milton Pradines revelou que há orçamento previsto, inicialmente em R$ 20 milhões, para obras de infraestrutura do Pinheiro, ao apoio do monitoramento geológico e ajudar na segurança do bairro. Quanto as indenizações, o diretor disse que a questão ainda carece de mais resultados técnicos e depois será discutido com o departamento jurídico da empresa na Justiça de Alagoas. O presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas, desembargador Tutmés Ayran, quer evitar a judicialização por entender que este procedimento pode demorar muitos anos. Ele defende solução negociada com cada proprietário de imóvel. Por isso, cobrava a divulgação do novo mapa de feição (publicado na sexta-feira, 7) e os resultados dos novos estudos técnicos da situação geológicas dos bairros afetados. Enquanto não sai o novo relatório da situação geológica do Pinheiro e novos planos de ação, a Braskem e órgãos fiscalizadores da Justiça (MPT, MPE, MPF), Crea e prefeitura prosseguem com o acordo de cooperação que prevê execuções de obras emergências e de contingência do solo. Cerca de 100 ruas que estavam com rachaduras e afundando estão sendo impermeabilizadas. O acordo prevê também o monitoramento geológico das regiões mais afetadas.