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IMA é investigado por omissão no caso dos poços da Braskem

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Outro órgão que aparece como ?omisso? nas investigações feitas pelos Ministérios Públicos Federal, estadual, população e pela Comissão Especial de Investigação da Câmara de Vereadores de Maceió, é o Instituto do Meio Ambiente (IMA). Segundo a legislação de proteção ambiental, a fiscalização da atividade de mineração da empresa acusada pelo problema é de responsabilidade da Agência Nacional de Mineração (ANM). O Instituto teria recebido cópias dos relatórios para providenciar investigação relativa a danos ambientais e possível punição, nos anos 1980. Até abril passado, segundo vereadores e moradores do Pinheiro, a indústria acusada não recebeu nenhum tipo de punição do IMA, que por sua vez não emitiu nenhum sinal de alerta para a população sobre os perigos no subsolo com possível afundamento de poços e minas. Somente em maio passado, com o agravamento da situação no Pinheiro, e após a constatação que o bairro afundou mais de 40 centímetros em dois meses, a ANM determinou a paralisação da indústria. A medida foi adotada atrasada, porque a própria empresa paralisou suas atividades nas indústrias de extração de salmoura, de produção de soda, cloro e de PVC horas antes da determinação da ANM chegar. O IMA, também de forma atrasada, fez duas autuações que somam R$ 28 milhões. Os processos correm administrativamente e ainda está na primeira instância do órgão fiscalizador ambiental do estado.

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