Economia
Por falta de matadouros, gado de AL é abatido em outros estados

Com o fechamento de matadouros municipais, mais de 2 bois de Alagoas são abatidos, mensalmente, em Sergipe, Pernambuco e Bahia. Em 2015, o governo Renan Filho prometeu resolver o problema, pegou carona num projeto do ex-governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) e anunciou a liberação de R$ 30 milhões para a regionalização do abate. Prometeu também concluir os matadouros que estavam em obras. Até agora, entretanto, nada saiu do papel. Os abates clandestinos ocorre na maioria dos 102 municípios. Em Murici, um dos clandestino funciona a poucos metros da casa dos avós do governador Renan Filho e do prefeito Olavinho Neto (primo do governador), ambos do MDB, no bairro Cajueiro. Os animais são abatidos na margem do rio Mundaú, num local sem a menor estrutura. As sextas-feiras, dia de matança, a água do rio fica vermelha de sangue e suja com restos dos animais abatidos de forma rudimentar. A carne é comercializada em bancas fétidas, cheias de moscas num local da feira livre da cidade, infestada de ratos e animais doentes.