Economia
Investimento em ações atrai alagoanos
Há pouco menos de um mês, o jornalista alagoano Jorge Luiz Ferreira Carlos, 25, decidiu ingressar no mercado de ações. Sem nenhum conhecimento do setor a não ser as notícias diárias veiculadas nos veículos de comunicação, sobre os percentuais de aumento das ações de algumas empresas ele decidiu pesquisar. Conversou com alguns amigos, recorreu a páginas na internet e fuçou o assunto em alguns livros. Não tinha idéia de como funcionava esse mercado, mas preocupado com o meu futuro financeiro e pensando em me reeducar financeiramente poupando dinheiro , comecei a conversar com alguns amigos sobre o assunto, relembra. ### Investir em ações: uma prática arriscada O mercado de ações começou a despertar a atenção de pequenos investidores há pouco mais de cinco anos, quando o governo federal permitiu que parte do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) poderia ser usada para compra de ações da Petrobras e da Vale (na época do Rio Doce). Naquela época, teve muita gente que obteve lucros consideráveis, principalmente porque as duas companhias tiveram ótimo desempenho no mercado, relembra a gerente regional de Negócios Pessoa Física da Caixa Econômica, Rita Borba. ### Ações são negociadas a partir de R$ 100 Não há um valor específico para começar a investir em ações. O jornalista Jorge Carlos, por exemplo, precisou de apenas R$ 300,00 que foram divididos em partes iguais para duas companhias que ele julgou mais rentáveis no momento da aplicação. Em geral, muitas companhias que não estão 'na moda' no mercado abrem capital com até R$ 100, explica Rita Borba. Para investir em ações não é necessário ter muito dinheiro, emenda Rosiane Gomes da Silva, gerente de Assistência Pessoa Jurídica do Bradesco. É preciso, mais do que isso, ter perfil para o mercado de ações, coisa que nem todo mundo tem, completa ela. ///