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Otimismo em alta no segundo semestre

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O encerramento do semestre com um evento que trouxe cerca de 5 mil pessoas para Maceió, lotando a rede hoteleira, serve como exemplo do que foi 2008 para o setor turístico até agora, mas, sobretudo, do que pode ser daqui em diante. As Olimpíadas Universitárias (Jubs) chegaram a estar sob ameaça de não se realizar em Maceió, por causa da previsão do setor de que faltariam vagas para acomodar atletas e demais membros de delegação. Mas, em maio, a procura pelo destino Maceió entrou em tal decréscimo que o mês seguinte passou a ser dado como perda, não fosse a competição. ### Convenções movimentam cidade No primeiro trimestre do ano, o setor turístico em Alagoas registrou taxa de ocupação 12% mais alta que no mesmo período de 2007, situação que se manteve no decorrer do fim do semestre. De acordo com dados do Maceió Convention & Visitors Bureau, fórum que reúne poder público e iniciativa privada na divulgação de Maceió como destino e captação de visitantes, a taxa de ocupação dos hotéis nesse período, foi de 57%, em média, no ano passado. Este ano chegou a 62%, alta de 10,71%. Incluindo os meses seguintes do semestre, a diferença, na comparação com igual período do ano passado ganha mais dois pontos percentuais. ### Sazonalidade ainda é problema A secretária adjunta de Promoção do Turismo de Maceió, Cláudia Paiva, atribui o aumento na ocupação hoteleira de Maceió também à aquisição de novos equipamentos (hotéis e pousadas) e ao aumento da oferta de leitos pelo segmento. O primeiro semestre de 2008, em termos de ocupação para a rede hoteleira foi bastante positivo e bem melhor, em comparação com o mesmo período do ano passado, disse a responsável pelo órgão que promove o turismo na capital. ### Vôos fretados devem crescer demanda O tom de otimismo que embala as projeções para o segundo semestre vêm da constatação de que agosto marca o início da chamada média estação, uma espécie de primavera para o setor, que antecede o período de bons negócios que começa lá para novembro, com o alto verão. É nesse período que a conjuntura começa a se reverter: a chuva vai embora, começamos a contagem regressiva para a alta temporada e temos o início da safra da cana-de-açúcar, que tem uma boa parcela de responsabilidade sobre o turismo de negócios que se aquece nesse período, diz o empresário Carlos Nogueira Gatto, que também preside a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH). ### Números mostram bom desempenho O desempenho positivo do setor turístico de Alagoas no primeiro semestre de 2008 não está apenas no índice de ocupação dos hotéis e pousadas. Estamos avançando em áreas que são essenciais, comemora o secretário de Estado do Turismo, Virgínio Loureiro, quando se refere a outros números positivos para Alagoas, como o do fluxo de passageiros que desembarcaram no aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares. Segundo dados da Infraero (Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária), divulgados semana passada, Maceió teve um desempenho melhor que a média brasileira, tanto nos vôos domésticos quanto internacionais. ### Melhores equipamentos atraem A comparação feita com o número de vôos internacionais, mostra que o aumento pró-Alagoas é ainda mais significativo: mais de três vezes o percentual referente à média brasileira, segundo Virgínio Loureiro, em boa parte por causa dos vôos charters vindos do Chile e Argentina. De acordo com o secretário de Turismo, boa parte desse desempenho melhor é devido ainda ao aumento do número de assentos oferecidos pelas companhias aéreas que operam linhas para o Estado, motivada por mudanças de equipamento. A TAM passou a substituir seus aviões, os Airbus, do modelo 320, para o modelo 321. O primeiro tem capacidade para 174 passageiros; o segundo possui 220 assentos. Da empresa Webjet, estamos com dois vôos diários. Somando-se todas essas condições, a oferta de assentos para o destino Maceió cresceu em 2 mil vagas, comemora o secretário Virgínio Loureiro. ### Apesar dos atrativos, Maceió tem obstáculos Os operadores turísticos que atuam em Maceió concordam, que, enquanto destino turístico, Alagoas ainda terá de vencer um obstáculo para manter o bom desempenho que não está em outra cidade com praias, sol, boa comida e artesanato, mas na conjuntura econômica. Com o dólar a R$ 1,60, as vendas, em São Paulo, têm sido para Bariloche, que está com neve neste período, e Buenos Aires, diz Nogueira Gatto, referindo-se aos pacotes que oferecem três noites na capital portenha e quatro nas estações de esqui. O dólar baixo foi a causa principal do desempenho ruim do setor turístico daqui, no início de junho. ### Eventos trarão reforço e incentivo O Maceió Convention já tem agendados quatro grandes eventos para a cidade a partir deste mês, três de porte nacional e um internacional que deverão trazer, juntos, número de participantes igual ao das Olimpíadas Universitárias, fora os acompanhantes. Somados eventos, participantes e acompanhantes, serão cerca de 10 mil pessoas que virão a Maceió nesse período. Nessa conta não entram os eventos regionais que, embora significativos para rede hoteleira e operadores do receptivo, não são contabilizados pela entidade porque não implicam em deslocamento de grandes contingentes de turistas entre regiões diferentes. ### Empreendimentos melhoraram oferta O secretário de Turismo, Virgínio Loureiro, diz que a atribuição de anunciar novos empreendimentos cabe ao próprio investidor: Não seremos nós [governo] que vamos anunciar, justifica. Mas, ao fazer a previsão dos reflexos que trarão os 25 projetos de implantação de equipamentos turísticos que devem se instalar em Alagoas até o ano de 2011, não faz restrições: Serão 25 mil novos empregos. Além da filial do Salinas em Maceió, também consta na relação de projetos já anunciados a Pousada Gunga Porangaba, próximo à praia alagoana mais conhecida no resto do País. ///

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