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domingo, 31/08/2025 | Ano | Nº 6044
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Economia

Governo quer produto como commodity

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Brasília, DF A opção feita pelo Brasil há 30 anos e a tecnologia desenvolvida para a produção de álcool a partir da cana-de-açúcar deixa o País em posição confortável no cenário mundial, no qual os países promovem uma verdadeira corrida para desenvolver tecnologia que permita a exploração comercial de novas alternativas de energia. A avaliação é do diretor substituto do Departamento de Cana-de-açúcar e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), José Nilton de Souza Vieira. Essa posição, de acordo com o diretor, faz com que o governo brasileiro não tenha necessidade urgente de investir recursos de forma pesada na busca por alternativas mais eficientes. ### Cana-de-açúcar é muito eficiente A situação é altamente confortável, porque a cana-de-açúcar é altamente eficiente. Além de permitir a produção de sete a oito mil litros de álcool por hectare cultivado, nas regiões com maior eficiência, como é o caso do Centro Sul do País e no Nordeste, o aproveitamento eficiente do bagaço como fonte energética, inclusive para a produção de energia elétrica, reduz significativamente o custo industrial e aumenta o balanço energético e ambiental, avaliou José Nilton. Já os demais países apresentam entraves no processo de se tornarem auto-suficientes a partir de uma fonte de energia alternativa, na avaliação de José Nilton. ### Organização ataca subsídios ao etanol | MARCELO NINIO - Folhapress Genebra, Suíça Os bilionários subsídios concedidos pelos países ricos para a produção de biocombustíveis trazem poucas vantagens ambientais e ainda contribuem para a alta dos preços de alimentos, que põe em risco a segurança alimentar das populações mais pobres do planeta. A conclusão é de um estudo divulgado pela OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), que destaca o álcool do Brasil como o biocombustível que mais reduz a emissão de gases poluentes. A diferença é significativa: enquanto os combustíveis de trigo, beterraba e óleos vegetais reduzem a emissão entre 30% e 60%, e o de milho, 30%, o álcool de cana permite redução de até 90%. ### Documento defende redução das tarifas de importação O estudo realizado pela OCDE defende ainda a redução das tarifas de importação aos biocombustíveis, uma das prioridades da agenda de comércio exterior do governo brasileiro. No mercado americano, por exemplo, o álcool brasileiro enfrenta uma tarifa de US$ 0,54 por galão. A abertura de mercados para os biocombustíveis estimularia uma produção mais eficiente e barata, além de melhorar o resultado ambiental e reduzir a dependência de combustíveis fósseis, diz o estudo. Para Von Lampe, as vantagens do álcool de cana são claras. ///

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