Economia
Disparada dos juros não afeta crédito
Brasília, DF As taxas médias de juros subiram pelo terceiro mês seguido em julho mas não impediram o crescimento de 1,7% na concessão de crédito, que passou de R$ 1,067 trilhão em junho para R$ 1,085 trilhão no mês passado. Com essa expansão, o conjunto das operações de crédito correspondia a 37% do PIB em julho, nível recorde na série histórica. O maior nível anterior havia sido registrado em janeiro de 1995, cuja relação chegou a 36,8%. Para o chefe do Departamento Econômico do Banco Central (BC), Altamir Lopes, a ampliação dos prazos de pagamento tem permitido que famílias continuem tomando crédito mesmo com a alta dos juros. O prazo mais elástico faz com que seja possível adequar a elevação da taxa de juros ao orçamento dos tomadores, disse. ### Leasing e crédito imobiliário lideram Nas operações voltadas às pessoas físicas, o crédito continua sendo liderado pelo leasing, principalmente aquele voltado à compra de veículos. Em julho, a expansão foi de 7,8% na comparação com junho, para R$ 49,044 bilhões. Em 12 meses, a carteira do leasing para a pessoa física saltou 141,7%. Formalmente, o leasing é uma operação de arrendamento mercantil. Por essa característica, a operação tem juros menores que o financiamento tradicional (como o crédito direto ao consumidor) porque o bem adquirido permanece no nome da instituição financeira até o final dos pagamentos, o que dá mais segurança ao banco em caso de inadimplência. Além disso, a operação não paga o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). ///