Economia
BC dos EUA mantém taxa de juros em 2%
São Paulo, SP O Federal Reserve (Fed, o BC americano) decidiu ontem manter sua taxa de juros em 2% ao ano, a terceira manutenção consecutiva. Apesar de o CPI (Índice de Preços ao Consumidor, na sigla em inglês) ter registrado deflação de 0,1% em agosto (após a alta de 0,8% em julho) e da crise financeira em bancos de investimento e seguradoras, o Fed optou por manter a cautela. O furacão financeiro que vem abalando Wall Street nos últimos dias acabou ganhando peso, e um corte de juros traria para o primeiro plano o chamado risco moral (moral hazard, na expressão em inglês) de salvar instituições que assumiram posições muito arriscadas anteriormente. Assim, a redução da taxa, no atual contexto, poderia ser entendida como um sinal de que a economia está mais afetada pelos problemas financeiros que o estimado. ### Lula minimiza crise financeira | GABRIELA GUERREIRO - Folha Online Brasília, DF O presidente Luiz Inácio Lula da Silva procurou minimizar o temor com a crise financeira vivida pelos mercados, especialmente nos Estados Unidos, e buscou afastar os efeitos negativos da economia brasileira. Questionado sobre a crise, Lula disse que os jornalistas deviam perguntar ao [George] Bush e sobre os reflexos, limitou a dizer que, até agora não atingiu o Brasil. O presidente participou ontem da cerimônia de recepção ao primeiro-ministro da Noruega, Jens Stoltenberg. Diferentemente da percepção do presidente, a Bovespa chegou a registrar 4% de queda na abertura ontem após despencar 7,59% na segunda, quando as bolsas registraram seu pior dia do mercado desde o 11 de Setembro, derrubadas pela quebra do Lehman Brothers, o quarto maior banco de investimento norte-americano. ### Bolsa se recupera e fecha em 1,68% | AGÊNCIA ESTADO - São Paulo A manutenção da taxa básica de juros dos Estados Unidos em 2% ao ano e os rumores de que um acordo para salvar a gigante AIG está no forno salvaram as bolsas norte-americanas e a brasileira de mais um pregão de enormes perdas. A Bovespa, seguindo o comportamento visto na Ásia e Europa mais cedo, chegou a tombar mais de 4,45% na manhã de ontem, mas conseguiu recuperar-se e fechar em alta de 1,68%, aos 49.228,92 pontos. No mês, as perdas foram ligeiramente reduzidas, para 11,59% e, no ano, para 22,94%. O giro preliminar totalizou R$ 6,464 bilhões. ///