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BCs pedem cautela com gastos públicos

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São Paulo, SP Reunidos ontem em São Paulo para a reunião bimestral do Banco de Compensações Internacionais (BIS, na sigla em inglês), 55 presidentes de bancos centrais deram as boas-vindas a pacotes fiscais como o anunciado no último domingo pela China. No entanto, fizeram a ressalva de que cada caso é um caso. Ou seja, a expansão dos gastos públicos para conter a desaceleração econômica deve considerar a situação de cada país. O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, por exemplo, afirmou que as nações que tiverem inflação controlada e contas públicas e externas equilibradas poderiam ampliar seus gastos. Os países com baixo nível de déficit devem usar essa margem de manobra para amenizar o impacto da crise sobre a economia, disse. ### Situação de emergentes faz grupo baixar tom | FERNANDO DANTAS - Agência Estado São Paulo, SP A inesperada fragilidade financeira demonstrada por algumas das principais economias emergentes, como Rússia, Brasil, México e Coréia do Sul, moderou o tom de aprovação de políticas fiscais e monetárias expansionistas, que consta do comunicado final do encontro do G20 neste fim de semana, em São Paulo. O comunicado, que servirá de base para a cúpula de chefes de Estado do G20 em Washington, no próximo sábado, adota um tom cauteloso. O documento, porém, não defende nenhum desenho mais específico para uma nova ordem financeira internacional, como a estrutura supranacional de regulação concebida pelos franceses, o Fundo Monetário Internacional (FMI) ampliado dos ingleses ou a abordagem de retoques aqui e acolá preferida pelos americanos do governo George Bush. ### Exportador vê pouco ganho ao Brasil com pacote chinês | AGNALDO BRITO - Folhapress São Paulo, SP Os exportadores brasileiros terão ganhos modestos com o bilionário pacote do governo chinês de ajuda ao mercado local, avaliou ontem a Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB). A perspectiva traçada pela associação para a corrente comercial Brasil-China ainda é a de redução dos volumes exportados, queda no preço das commodities (nosso principal produto embarcado para a China) e manutenção das importações de manufaturados com tendência de redução lenta de preços na comparação com os valores auferidos nas nossas vendas externas. Conseqüência: o nosso déficit vai aumentar. ///

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