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Exporta��es de Alagoas crescem 34% em 2003

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Edivaldo Junior Alagoas fechou o primeiro trimestre deste ano com um crescimento de 34,62% nas exportações e um saldo de US$ 129 milhões na balança comercial. De janeiro a março de 2003 o Estado exportou, de acordo com relatório do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), 720 mil toneladas de produtos. O faturamento nos três primeiros meses deste ano foi de US$ 138,69 milhões, contra pouco mais de US$ 103 milhões em igual período do ano anterior. O setor sucroalcooleiro continua dominando as exportações do Estado, tanto em faturamento quanto no volume. Os produtos derivados da cana (açúcar demerara e refinado, álcool e melaço) foram responsáveis, no período, pelo faturamento de US$ 129,2 milhões ou por 91,8% dos negócios com as exportações. Dos outros itens que constam na pauta de exportações do Estado, apenas o dicloretano aparece com participação expressiva ? US$ 10,5 milhões ou 7,63% do total. A partir de abril, o setor deve reduzir um pouco a participação nas exportações, até setembro quando começa a nova safra de cana-de-açúcar. Mesmo assim, deve manter a predominância. Em 2002, os derivados da cana foram responsável por 88,26% do faturamento das exportações alagoanas. Em 2001, essa participação foi ainda maior: 92,59%. Rússia Se Alagoas fosse um País, o segundo idioma dos empresários certamente seria o russo. A Rússia continua sendo o maior comprador do açúcar produzido no Estado. E sua participação é cada vez maior. No balanço da safra 2002/2003 divulgado pela Empat (Empresa Alagoana de Terminais LTDA.), com posiçào até 17 de abril, de 1,1 milhão de toneladas de açúcar demerara exportadas 828 mil ou 74,14% (veja quadro) tinham ido para a Rússia. A exportações do setor sucroalcooleiro devem continuar crescendo, ano após ano. Os empresários do setor no Estado apostam no mercado externo por uma questão de competitividade. A situação geográfica (usinas mais próximas do porto e o porto mais próximo do mercado consumidor mundial) favorecem as exportações. Internamente, o efeito é inverso. O transporte terrestre, mais caro, prejudicam os negócios com os maiores centros consumidores do País. Outro questão que pesa contra a competitividade regional é a falta de legislação fiscal de incentivos ? a exemplo do que ocorre na Bahia, Pernambuco e Paraíba. O Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool (Sindaçúcar/AL) aponta a exportação como a melhor alternativa econômica para o setor. ?Com o fim da intervenção estatal no setor, a indústria sucroalcooleira alagoana encontrou melhores condições de negócios no mercado externo. A tendência é que essa via seja cada vez mais fortalecida?, aponta o presidente do Sindaçúcar/AL, Pedro Robério Nogueira. Refinado As exportações de açúcar do Estado devem oscilar, a partir de agora, entre 1,4 e 1,5 milhão de toneladas. A diferença , avalia o diretor comercial da Cooperativa Regional dos Produtores de Açúcar e Álcool de Alagoas (CPRAAA), José Ribeirto Toledo Filho, será qualitivativa. ?Vamos exportar mais açúcar refinado e reduzir o volume de demerara?, afirma. ?O mercado tem procurado cada vez mais o produto refinado, o que é melhor para Alagoas, porque seu valor agregado é maior. Ou seja, as indústria poderão faturar um pouco mais e fortalecer a economia alagoana?, diz.

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