loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
sábado, 30/08/2025 | Ano | Nº 6044
Maceió, AL
26° Tempo
Home > Economia

Economia

Braskem leva Quattor por R$ 700 mi

Ouvir
Compartilhar
Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no Whatsapp

São Paulo, SP A Petrobras anunciou ontem a injeção de R$ 2,5 bilhões para aumentar sua participação na Braskem e a compra, pela Braskem, da petroquímica Quattor, num negócio que cria a maior empresa do setor nas Américas. Com a aquisição dividida com a Odebrecht, nasce um monopólio na produção de petroquímicos básicos no País. A Quattor era a única concorrente da Braskem nessa atividade e foi comprada por R$ 700 milhões, valor que inclui duas subsidiárias. A cifra será paga à família Gayer, que detinha 60% da companhia. Apesar do aporte da Petrobras, o controle da Braskem se manterá com a Odebrecht, que terá 50,1% das ações ordinárias da empresa. A posição da Petrobras no capital votante dependerá da adesão ou não dos minoritários no aumento de capital da Braskem, mas a estimativa é que caberá à estatal algo em torno de 48%. ### Sindicatos preveem demissões | ANDRÉ MAGNABOSCO - Agência Estado São Paulo, SP A incorporação da Quattor pela Braskem, operação anunciada oficialmente nesta sexta-feira (22), deve resultar em demissões de funcionários do setor petroquímico. Essa é a previsão de entidades que representam os mais de 6 mil funcionários das duas companhias. Pelo histórico das empresas, sabemos que as demissões virão, afirma o presidente do Sindicato dos Químicos do ABC, Paulo Lage, que acredita em maior concentração dos cortes em áreas administrativas, como recursos humanos e departamento de compras. A certeza do sindicalista está fundamentada na experiência pela qual passaram os trabalhadores petroquímicos da região onde está instalado o principal polo da Quattor. ### Concentrações podem ser benéficas | RENATO ANDRADE - GERUSA MARQUES / Agência Estado Brasília, DF A formação de grandes conglomerados empresariais não representa, em princípio, prejuízos para a economia brasileira, segundo avaliação do presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), Arthur Badin. Uma concentração pode eventualmente ser benéfica ao consumidor se ela proporcionar ganhos de eficiência que compensem eventual prejuízo à concorrência, afirmou o advogado que preside o órgão responsável pela análise final da união entre empresas no País. Operações como as fusões entre Itaú e Unibanco, Sadia e Perdigão e o negócio entre a Quattor e a Braskem que formará a maior petroquímica da América necessariamente precisam passar pelo crivo dos conselheiros do Cade. Sem citar especificamente nenhum destes casos, Badin entende que boa parte do recente movimento de consolidação se explica pelo contexto cada vez mais globalizado dos mercados, que exigem empresas com maior capacidade de enfrentar seus concorrentes externos. ///

Relacionadas