Economia
Brasil será livre de aftosa com vacinação

Ribeirão Preto, SP O Brasil caminha para ter, ainda em 2010, todo o território como zona livre de febre aftosa com vacinação e para a liberação do Paraná como zona livre da doença sem a necessidade da imunização do rebanho bovino. A informação é do novo secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Francisco Jardim, empossado semana passada no cargo. É uma determinação do ministro Wagner Rossi para que o Brasil ganhe esse status sanitário ainda este ano, disse Jardim, em entrevista à Agência Estado. Segundo ele, o pleito do Paraná para ter o status máximo de controle da febre aftosa cumpriu rapidamente todos os pré-requisitos e o único entrave é o fato de o Estado fazer fronteira com o Paraguai. Jardim avaliou que no caso de Santa Catarina, que já não imuniza o rebanho contra a doença e, por isso, pede a abertura do mercado de carnes in natura para os Estados Unidos, a questão é comercial. Plano Safra 2010/2011 terá R$ 100 bi Brasília, DF Os recursos destinados para financiamento à agricultura comercial no Plano Safra 2010/2011 devem chegar a R$ 100 bilhões, segundo informação de uma fonte do governo à Agência Estado. No período 2009/2010, o montante foi de R$ 92,5 bilhões, o que significou um incremento de 42,3% em relação ao ciclo anterior. Agora, se for confirmado o montante, o crescimento será de 8,11%. Algodão: Brasil deve retaliar EUA Na falta de opção, o Brasil deverá partir daqui a um mês para a retaliação contra os Estados Unidos em relação ao contencioso do algodão. A avaliação é do presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Haroldo Cunha, que está desanimado com a possibilidade de qualquer avanço das negociações, que já duram nove meses. Em 31 de agosto do ano passado, a Organização Mundial de Comércio (OMC) concedeu o aval para que o Brasil impusesse sanções aos Estados Unidos por conta de subsídios do governo norte-americano a seus produtores de algodão, depois de oito anos de avaliação pelo tribunal internacional. Existe a possibilidade de o Brasil voltar à retaliação, disse ao Grupo Estado.
