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IOF sobre investimento externo vai a 4%

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Brasília, DF O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou ontem (4) a elevação de 2% para 4% da alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) incidente sobre os investimentos estrangeiros em renda fixa. A dura medida adotada pelo governo vale a partir de hoje (5) e foi anunciada apenas quatro dias depois que o dólar rompeu a marca de R$ 1,70, considerada uma espécie de piso informal da taxa de câmbio. O ministro fez o anúncio às 18h15, depois que o mercado já havia fechado e com o dólar encerrando o dia cotado a R$ 1,69, curiosamente com alta de 0,7% ante a sexta-feira. O IOF é uma espécie de pedágio para o estrangeiro entrar com recursos no Brasil. A grande preocupação do Ministério da Fazenda ao adotar a iniciativa de elevar o tributo é com as chamadas operações de carry trade (arbitragem) em que os investidores tomam recursos no exterior a juros na casa de zero e aplicam no Brasil, que tem um dos juros mais elevados do mundo: 10,75% ao ano. Esse movimento estimula a valorização do real. Com a taxação, segundo Mantega, o ganho do aplicador estrangeiro na renda fixa cai de pronto para 6,75% ao ano. Aumento de IOF é medida paliativa O aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de 2% para 4% sobre capital estrangeiro em renda fixa é uma medida paliativa, apesar de necessária, avaliou o economista-chefe da Siemens do Brasil e professor da Universidade Pontifícia Católica (PUC) de São Paulo, Antônio Corrêa de Lacerda. O aumento do IOF sobre capital estrangeiro foi anunciada no começo da noite pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, com o objetivo de evitar a valorização excessiva do real frente ao dólar. Eu acho que é um paliativo necessário em função da grande arbitragem com taxa de câmbio no Brasil, afirmou o economista, acrescentando que é uma medida paliativa porque não resolve a questão central.

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