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BC de Dilma estreia elevando juros

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Brasília, DF O Banco Central aumentou ontem a taxa básica de juros (Selic) de 10,75% para 11,25% ao ano, na primeira reunião do Copom (Comitê de Política Monetária do BC) no governo Dilma Rousseff. Essa foi também a estreia de Alexandre Tombini no comando do Copom. Assim como seus dois antecessores, Armínio Fraga e Henrique Meirelles, Tombini aumenta os juros logo após assumir a presidência do BC. A alta era esperada pela maior parte do mercado e dá continuidade ao trabalho iniciado em 2010 pelo governo para frear o consumo e segurar a inflação. No comunicado divulgado após a decisão, que foi unânime, o BC diz que a alta dá início a um processo de ajuste da taxa básica de juros'', que, somado às medidas já anunciadas, contribui para que a inflação retorne para a meta. Crédito não sentirá aumento | FOLHAPRESS São Paulo, SP A esperada elevação da taxa básica de juros, a Selic, terá pouco impacto nos juros das operações de crédito para consumidores e empresas, aponta a Anefac (Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade). Mais cedo, antes mesmo do resultado oficial do Copom, a entidade já afirmara que apostava em uma alta de 0,50 ponto percentual na taxa básica. Entretanto, haverá pouco impacto nas taxas de juros das operações de crédito, afirmou o vice-presidente da associação, Miguel José Ribeiro de Oliveira. De acordo com as simulações feitas pela Anefac, a taxa média das operações para os consumidores, atualmente em 6,79% ao mês, deve subir apenas 0,04 ponto percentual (para 6,85%) com o aumento de 0,50 pp. Indústria critica alta da Selic | AGÊNCIA ESTADO São Paulo, SP O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, criticou a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) de elevar a taxa básica de juros em 0,5 ponto porcentual, para 11,25% ao ano. Em nota, Skaf classificou a decisão como erro e disse que a elevação vai aumentar a despesa do governo com juros e prejudicar a geração de empregos e o crescimento econômico. A Fiesp alerta que cada meio ponto porcentual a mais na taxa Selic representa despesa pública anual adicional de R$ 9 bilhões, afirmou Skaf. O Brasil não pode mais ser penalizado com o crescente aumento da taxa de juros. Isso é um absurdo. Com esse dinheiro poderíamos viabilizar a construção de mais 390 mil casas do Programa Minha Casa Minha Vida ou custear 2/3 do Programa Bolsa Família no ano inteiro de 2011. Alternativamente, daria para o sistema de Saúde realizar 14 mil internações adicionais.

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