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Casino rejeita fusão entre Pão de Açúcar e Carrefour

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Paris, França Em reunião extraordinária realizada em Paris, ontem, o Conselho de Administração do Casino, sócio francês do Pão de Açúcar, definiu o projeto como contrário aos interesses dos acionistas, baseado em uma visão estratégica errada e em estimativas de sinergias fortemente superdimensionadas. A reunião se estendeu por duas horas e meia na sede do Casino, em Paris, com a presença de Abilio Diniz - que foi à capital francesa na expectativa de explicar os méritos de seu projeto. O que se seguiu, porém, foi a apresentação das consultorias encomendadas aos bancos Santander, Goldman Sachs, Messier-Maris & Associés e Rothschild & Cie, de um relatório do banco Merril Lynch e de um estudo econômico do gabinete Roland Berger. O resultado foi destruidor. Ao término dos trabalhos, o Conselho de Administração constatou por unanimidade, com exceção do senhor Abilio Diniz, que o projeto é contrário aos interesses do Grupo Pão de Açúcar (GPA), do conjunto de acionistas e do Casino, diz o comunicado oficial divulgado após a reunião. Carrefour é avaliado como investimento arriscado Em linhas gerais, o relatório apresentado durante a reunião entre Pão de Açúcar e Casino afirma que o projeto de operação financeira transmitido pela Gama (a empresa criada para viabilizar a fusão) é contrário ao interesse do GPA e do conjunto dos acionistas. Diz ainda que a proposta é fruto de uma visão errada da estratégia do GPA, baseada em uma estimativa de sinergias fortemente superdimensionada - 3,2%, contra 1% do volume de negócios de outras operações similares de fusão no mundo -, além de ser muito diluidora para os acionistas e destruidora de valor, porque transformaria o Pão de Açúcar em uma holding fragmentada em participações não controladas. Para o Conselho de Administração do Casino, uma participação minoritária no capital do Carrefour não corresponde a uma internacionalização adequada para o Pão de Açúcar, que deve ter o domínio de tal desenvolvimento.

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