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Grécia terá mais 109 bilhões de euros

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São Paulo, SP Os líderes da União Europeia fecharam um acordo para um segundo resgate à Grécia, que incluirá a participação do setor privado, informou ontem o presidente da França. O novo pacote será no valor de 109 bilhões de euros, dos quais o setor privado irá contribuir com 37 bilhões de euros. Os chefes de Estado e de governo dos países da zona euro se reuniram em Bruxelas para discutir as condições do segundo pacote em menos de um ano para ajudar o país em crise. A participação de bancos privados no socorro financeiro ao país europeu deverá ser considerado um calote, mesmo que parcial, pelas agências de classificação de risco. No início da reunião, diversas opções estavam sobre a mesa. Uma das propostas era permitir que a Grécia entre em um default temporário. Outra proposta analisada seria fazer uma redução da dívida grega com a recompra de parte dos títulos no mercado, com o dinheiro do EFSF (sigla em inglês para Fundo Europeu de Estabilidade Financeira). A participação das instituições financeiras seria a troca de parte dos títulos por papéis com vencimento mais longo. Dessa forma, o setor privado seria incluído na conta da ajuda, mas a proposta deve ser considerada um calote, mesmo que parcial, pelas agências de classificação de risco. Dólar fecha a R$ 1,55 e Bovespa sobe São Paulo, SP A taxa de câmbio doméstica recuou ontem para níveis de preços vistos pela última vez em janeiro de 1999. O dólar comercial foi negociado por R$ 1,555 nas últimas operações, em um decréscimo de 0,2% no dia e no mês. Trata-se da menor cotação desde 18 de janeiro de 1999, quando a moeda americana chegou a ser trocada por R$ 1,53. Foi no início daquele ano que houve a mudança do regime cambial brasileiro, de fixo (quando o governo garantia uma paridade entre as moedas) para flutuante (quando a definição dos preços ficou ao sabor dos fluxos de mercado). Já o dólar turismo foi vendido por R$ 1,660 e comprado por R$ 1,500 nas casas de câmbio paulistas. Como nas jornadas anteriores, o que prevalece nos mercados financeiros é um bom humor generalizado com as perspectivas de desfechos positivos para dois dos dramas que assombram os agentes financeiras há semanas. Nos EUA, a imprensa local reporta sobre um possível acordo para aprovar o aumento do nível de endividamento federal, evitando que a maior economia mundial anuncie um possivelmente catastrófico default (suspensão de pagamentos).

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