Economia
Demanda reprimida salva varejo no País
A demanda reprimida por eletrodomésticos, as desonerações fiscais e a queda nos preços de alguns produtos beneficiaram as poucas atividades do comércio varejista, que registraram expansão nas vendas em março, apesar do clima de cautela entre os consumidores, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os segmentos onde o volume de vendas cresceu em março ante fevereiro foram o de tecidos, móveis e eletrodomésticos (1,2%); vestuário e calçados (0,8%); artigos farmacêuticos e de perfumaria (2,3%) e material de construção (0,3%). Dentro da atividade de móveis e eletrodomésticos houve um recuo de 7% nos últimos 12 meses nos preços de aparelhos eletroeletrônicos, segundo o IPCA. Na atividade de materiais para escritório e equipamentos de informática e comunicação, os microcomputadores ficaram 8,8% mais baratos nos últimos 12 meses. Além dos preços baixos, tem também uma demanda reprimida por eletroeletrônicos. Quem tem uma TV de tubo e quer trocar por uma de LCD, disse Reinaldo Pereira, gerente da Coordenação de Serviços e Comércio do IBGE. Essas classes que vêm tendo aumento de renda têm demanda reprimida por esses produtos.