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Economia

Dilma quer tratamento de choque

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Brasília, DF A presidente Dilma Rousseff encomendou um choque nos investimentos, preocupada com o resultado ruim da economia no início do ano e pelos sinais de piora na crise europeia. A equipe econômica detectou sinais de enfraquecimento dos investimentos privados e a ideia é o governo liderar o processo de expansão. O governo busca dados positivos para se contrapor ao resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre, que será divulgado na sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É nesse contexto que o governo rompeu um tabu e começou a discutir a possibilidade de fechar o ano com um resultado primário (diferença entre receitas e despesas exceto gastos com juros) menor. Até o mês passado, a ordem era perseguir a meta de 3,1% do PIB sem recorrer ao desconto de 0,5 ponto porcentual do PIB em gastos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) permitido em lei. Ainda não houve mudança nessa diretriz, mas ela já não é mais algo incontestável. Pelo contrário, ganha força a ideia de que reduzir o primário ajudará a fortalecer os investimentos. A mudança teria ainda outra função: a de abrir espaço para acomodar frustração de receitas. Há indicações de que a queda na atividade econômica afetará a arrecadação com maior intensidade do que a admitida até agora, que é de queda de R$ 10 bilhões ante o previsto.

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