Economia
D�lar fecha acima de R$ 3 com alta de 2,54%
São Paulo - Remessas de dólares ao exterior feitas por empresas nacionais e mediadas por dois grandes bancos estrangeiros fizeram o dólar subir 2,52% nesta segunda-feira e terminar o dia vendido a R$ 3,040, registrando a segunda alta consecutiva. Esse é seu o maior valor desde 22 de abril. Nos dois primeiros dias úteis de maio, o dólar já se valorizou em 4,24%. ?Uma elevação tão grande em tão pouco tempo é anormal?, afirma José Roberto Carreira, gerente de câmbio da corretora Novação. ?Tem também o efeito manada. Alguns bancos menores viram dois gigantes comprando e foram atrás, pelo medo de perder dinheiro?. Os debates acerca do ponto de equilíbrio da moeda norte-americana e da possibilidade de o Banco Central intervir no câmbio tornaram-se mais acalorados. Operadores disseram que até houve boatos de que o BC estaria se preparando para reforçar as reservas internacionais do país, comprando dólares, o que estressou um pouco os investidores. O dólar futuro (junho) subiu 2,28%, para R$ 3,094, e o turismo avançou 2,98%, para R$ 3,110. O valor mínimo do comercial foi R$ 2,946 e o máximo, R$ 3,048. As operações realizadas pelas instituições financeiras ontem se destacaram pelo grande volume em um mercado com baixa liquidez e poucas notícias importantes. Risco e bolsa O risco-país fechou em alta de 0,90%, para 784 pontos. O C-Bond, principal título da dívida externa, fechou em baixa de 0,91%, negociado a 88,31% do valor de face. A Bovespa fechou em leve alta de 0,18%, com o seu principal índice marcando 12.832 pontos. A volta do dólar ao patamar de R$ 3 guiou os negócios, que totalizaram cerca de R$ 656 milhões. O Ibovespa oscilou perto da estabilidade, entre uma mínima de 12.717 pontos (queda de 0,72%) e uma máxima de 12.869 pontos (alta de 0,46%).