Economia
Criativos ganham 170% a mais
Rio de Janeiro, RJ Na era da economia do conhecimento, a criatividade tornou-se um diferencial para turbinar salários de profissionais de áreas como artes, música, pesquisa e desenvolvimento, design, engenharia e arquitetura (projetos), computação e telecomunicações. Esses e outros trabalhadores formais inseridos na chamada indústria criativa tinham rendimento médio (R$ 4.693) quase duas vezes superior à média de todos os ocupados do País (R$ 1.733) no ano passado. Os dados são de pesquisa inédita da Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro). O conceito de indústria criativa foi cunhado no fim dos anos 90 e agrega todos os setores cujos principais insumos produtivos são a inovação e a criação. Engloba 14 segmentos desde biotecnologia até artesanato. No Brasil, 810 mil pessoas (1,7% dos trabalhadores formais) ocupavam diretamente atividades criativas em 2011. A Firjan estimou o PIB da indústria criativa em R$ 110 bilhões (2,7% do total). Guilherme Mercês, gerente de Estudos Econômicos da Federação, diz que o número de empregos é pequeno, mas são de alta qualidade e remuneração. A maior especialização e a escassez de profissionais qualificados explicam os salários maiores.