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Economia

22% da população ainda se equilibram no limiar

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São Paulo, SP - Parcela expressiva da nova classe média emergente permanece vulnerável a choques econômicos que podem empurrá-la novamente para a pobreza. No Brasil, a SAE (Secretaria de Assuntos Estratégicos), ligada à Presidência da República, tem tentado mensurar essa vulnerabilidade. Segundo a economista Diana Grosner, diretora da SAE, 22% da população brasileira pertencem ao estrato mais baixo da classe média (dividida em três grupos), com renda familiar per capita mensal entre R$ 291 e R$ 441. Essas pessoas são as mais vulneráveis a uma volta à pobreza e representam um número alto, diz. Em estudo de 2009 sobre a expansão da classe média, o economista Martin Ravallion citou que 1 em cada 6 pessoas em países em desenvolvimento viviam com renda entre US$ 2 e US$ 3 por dia. O autor considerou renda per capita de US$ 2/dia como limite entre a pobreza e a nova classe média em nações emergentes - valor em paridade do poder de compra de 2005, medida que elimina distorções de preço.

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