Economia
Exportação de açúcar ainda remunera mais
São Paulo, SP - Os preços internacionais do açúcar demerara nas bolsas de futuro acumulam desvalorização superior a 10% neste ano, mas mesmo assim para as indústrias brasileiras ainda é mais negócio exportar do que vender no mercado interno. Na última semana de março, as vendas externas renderam 1,39% mais que as feitas no mercado spot paulista. Enquanto a média semanal do indicador calculado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) do cristal foi de R$ 42,97 por saca, as cotações do contrato com vencimento em maio/13 na Bolsa de Nova York equivaliam ao preço médio de R$ 43,57 por saca. Os cálculos levam em conta o custo de US$ 97,72/tonelada para levar a mercadoria da usina até dentro do navio (fobização) e o prêmio de qualidade de US$ 107,00/t. Além da remuneração menor, outro fator que dificulta a participação de players no mercado doméstico é a limitação dos negócios. No mercado interno de açúcar, a indústria tem maior presença, mas elas trabalham com contratos de fornecimento de longo prazo, não no spot, explica Arnaldo Luiz Corrêa, da Archer Consulting. Segundo a União da Indústria da Cana-de-açúcar (Unica), cerca de um terço de todo o açúcar produzido pelo Centro-Sul fica no país - o restante é exportado. Do volume que fica no mercado interno, 60% a 70% são consumidos apenas pelas indústrias alimentícias.