Economia
D�lar volta a cair e fecha cotado a R$ 3,025
São Paulo - Depois de duas altas consecutivas, o dólar comercial fechou nesta terça-feira em queda de 0,49%. No final do expediente, a moeda norte-americana foi vendida a R$ 3,025. As expressivas valorizações dos primeiros dias de maio já eram vistas como ??anormais?? pelos analistas de mercado e foram motivadas por grandes remessas de recursos para o exterior feitas por bancos estrangeiros. Encerradas essas operações, o otimismo sobre o Brasil a curto e médio prazo continua pesando mais e assim as cotações do dólar voltaram a recuar. A mínima do dia foi R$ 2,992 e a máxima, R$ 3,087. Porém, enquanto não houver maior definição sobre o ponto de equilíbrio do dólar, a posição dos investidores é de cautela. O dólar paralelo subiu 0,98%, para R$ 3,080, e o turismo avançou 0,32%, para R$ 3,120. Luz amarela O Fed (Federal Reserve, banco central norte-americano) decidiu, ontem, manter inalterada em 1,25% ao ano a taxa básica de juros dos Estados Unidos por causa das incertezas sobre a recuperação da economia do país. Isso soa como alerta para os mercados, que apostavam em reaceleração a partir do segundo semestre. Risco e Bolsa O risco-país, medido pelo banco J.P. Morgan, e que serve de termômetro sobre a capacidade de o país honrar seus compromissos, operou em alta durante toda terça-feira e encerrou com valorização de 1,53%, para 796 pontos-básicos acima dos títulos do Tesouro norte-americano. A Bolsa de Valores de São Paulo fechou em queda nesta terça-feira. O Ibovespa fechou em baixa de 1,47%, aos 12.643 pontos, com volume financeiro de R$ 774 milhões, pouco abaixo do giro médio diário registrado em abril de R$ 817,45 milhões. Valorização O real foi a moeda com a maior valorização em abril, 16%, ficando bem à frente da segunda colocada no ranking mundial, a lira turca, que apresentou 10,5% de valorização frente ao dólar, demonstra relatório da GlobalInvest. Além disso, o real também lidera o ranking da variação anual, com alta de 22,3% frente ao dólar. O principal motivo, segundo análise da consultoria, continua sendo o enorme volume de captações externas. Em abril, o governo federal captou US$ 1 bilhão no mercado externo. O Bradesco fez três captações, no valor total de US$ 432 milhões. Outras grandes empresas fizeram emissões, como o grupo Votorantim, Unibanco, Itaú-BBA e Banco do Brasil, entre outros.