Economia
BC prevê trepidações no câmbio

Brasília, DF O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, previu momentos difíceis e de trepidações no mercado mundial de câmbio por conta de ajustes do dólar em relação a outras moedas. Para o ministro, que fez a avaliação a senadores em audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), ontem, o reposicionamento do mercado de câmbio pode ser um processo ainda muito longo. Para o Brasil, o presidente do BC fez um prognóstico de continuidade de alta da moeda norte-americana. Ele afirmou que a atuação da autoridade monetária nesse mercado continuará, mas com o objetivo apenas de evitar mudanças bruscas de cotação, a volatilidade. Tombini salientou que, apesar do período de incertezas, o mundo tende a ficar melhor do que nos últimos cinco anos. Teremos que ver onde isso nos levará e como se acomodará. Além disso, Tombini lembrou aos senadores que possui em mãos a possibilidade de elevar a taxa básica de juros, a Selic, para não deixar que o avanço do dólar contamine a inflação. Desde abril, quando a taxa estava em 7,25% ao ano, o Comitê de Política Monetária (Copom) aumentou os juros duas vezes e agora a Selic está em 8% ao ano. Analistas do mercado financeiro apostam em nova alta no mês que vem. O instrumento de alta dos juros, de acordo com o presidente do BC, ganha mais força dentro do regime adotado no país, de câmbio flexível. Ele descartou qualquer manipulação de cotações da moeda norte-americana para estimular a economia ou segurar a inflação. A ação do BC é no sentido de consolidar o movimento da inflação para baixo e de mitigar os efeitos dessa depreciação, do fortalecimento do dólar, em relação a várias moedas, inclusive o real, afirmou. A atuação, na avaliação de Tombini, fará que o crescimento econômico do próximo semestre e de 2014 seja balanceado.