Economia
Dólar pressiona e inflação sobe

Rio de Janeiro, RJ O alívio sentido pelos brasileiros na alta de preços em julho durou pouco. Em agosto, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), subiu 0,24%, sinalizando que a alta do dólar começa a contaminar os preços. Para os analistas, embora comportada, a nova alta demonstra que ainda há pressão inflacionária e sinais de preocupação para os próximos meses. No acumulado do ano, a inflação chega a 3,43% e em 12 meses, a 6,09%, segundo o IBGE. Para setembro, os economistas projetam taxas maiores, na casa de 0,40%. No boletim Focus, do Banco Central, a estimativa é de 0,46%. A inflação comportada parece mais um acidente que uma paisagem permanente, avalia o ex-diretor do Banco Central (BC) Alexandre Schwartsman, em relatório encaminhado a investidores. O economista alertou para a alta no índice de difusão (58%), acima da média mensal; para a inflação de serviços (0,6%), em função da alta na renda e no emprego; e de bens duráveis (0,48%), que podem sofrer impacto do dólar nos próximos meses. Isso sugere que as pressões não estão diminuindo, escreveu.