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Governo adia alta de imposto para bebidas

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Brasília, DF Para evitar corte de investimentos e demissões de trabalhadores, o governo federal recuou e adiou o aumento de impostos sobre as chamadas bebidas frias, que começaria no dia 1º de junho. Ontem, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que a maior tributação de refrigerantes, cervejas, energéticos, isotônicos e refrescos entrará em vigor no início de setembro, e ocorrerá de maneira escalonada. A decisão foi anunciada depois de ele ter se reunido com a presidente Dilma Rousseff e, em seguida, com representantes de empresas de bebidas, hotéis e bares. O ministro afirmou que a tabela de aumento dos impostos tinha divergências e foi suspensa para ser revista. Fizemos um pacto com o setor para não haver aumento de preços durante a Copa. Será uma Copa sem aumento de preços de bebidas, afirmou o ministro, em referência ao mundial, previsto para junho. As empresas também se comprometeram, segundo Mantega, a continuar expandindo e a não demitir. A Ambev, maior empresa do setor, havia comunicado na semana passada que, devido à nova alta de tributos, seria necessário revisar o plano de investimentos no Brasil para este ano. Apesar de não mencionar o valor, a empresa informou que o investimento seria menor que o previsto em fevereiro, a empresa anunciou aportes de cerca de R$ 2,8 bilhões no País em 2014. Na tarde de hoje, após o anúncio do adiamento da alta dos tributos, as ações da Ambev, que recuavam 0,72%, passaram a subir 0,42%.

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