Economia
Renovação de contrato suspeito de ilegalidade
Brasília A Petrobras não descarta renovar um contrato com a empresa holandesa SBM Offshore, fornecedora de plataformas e suspeita de pagamento de propinas a funcionários da estatal para obtenção de vantagens. A petroleira comandada por Graça Foster informou que a renovação do contrato do FPSO Marlim Sul (que vence este ano) será avaliada oportunamente. Em outro trecho da nota, a Petrobras informa que não estuda continuar a operação da FPSO Brasil, cujo contrato com a SBM também vence este ano. As unidades de FPSO se referem a Unidades Flutuantes de Produção, Armazenamento e Transferência de Petróleo, um tipo de navio-plataforma. O jornal O Estado de S. Paulo revelou, ontem, com base em documento da Controladoria-Geral da União (CGU), no qual a estatal foi questionada sobre o suposto pagamento de propina pela SBM para facilitar a vitória em licitações da Petrobras, que a petrolífera disse ao órgão regulador que os contratos vigentes para o afretamento dessas duas plataformas geram uma despesa de US$ 1,509 bilhão até a sua conclusão, em 2014.