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Dar imóvel de entrada deve ser tendência

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São Paulo, SP Receber a casa de um cliente como garantia para um empréstimo sempre foi uma opção pouco ofertada pelos bancos brasileiros. Mas isso deve mudar. Neste mês, o governo anunciou uma medida que permite que 3% dos recursos captados via poupança sejam usados como fonte de dinheiro para o crédito com garantia de imóvel, também chamado de home equity. O estímulo poderá injetar até R$ 16 bilhões nessa linha de crédito, segundo previsão do governo. Com mais fontes de recursos, a expectativa é de que os bancos reduzam os juros cobrados nessa linha. Boa notícia para o consumidor, já que essa modalidade permite empréstimos de valores altos os bancos emprestam até cerca de 60% do valor do imóvel dado como garantia. De acordo com Octavio de Lazari Junior, presidente da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) e diretor do Bradesco, o estímulo a essa linha é válido, uma vez que há um grande número de profissionais liberais que recorrem ao crédito pessoal para abrir ou ampliar seu negócio. Além disso, no crédito com garantia de imóvel, os prazos para pagamento são mais longos e muitas vezes ultrapassam dez anos. Se considerado o volume da poupança, os recursos são gigantescos e vão contribuir para que o home equity ajude a baratear o custo dos financiamentos das famílias brasileiras, assim como o crédito consignado, afirma João Vitor Menin, diretor do banco Intermedium, especializado nesse segmento.

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