Economia
Eficiência terá que ser ampliada

Brasília, DF A partir de agora, os bancos terão de aumentar a eficiência de suas atividades se quiserem elevar suas margens de lucro. A avaliação foi feita ontem, pelo Banco Central, que considera iminente o fim da bonança de ganhos com crédito e operações de tesouraria. As instituições financeiras estão sólidas e preparadas para absorver choques extremos, segundo o BC, mas devem tomar cuidados com os riscos que pretendem correr, já que o ciclo de baixa da inadimplência parece estar próximo do fim. No Relatório de Estabilidade Financeira (REF), o BC afirma não haver expectativa, no atual semestre, de retomada forte do crédito ou de redução da provisão dinheiro que os bancos separam para cobrir emergências. Oficialmente, o BC espera uma expansão do financiamento de 12% neste ano, mas o diretor de fiscalização da instituição, Anthero Meirelles, avaliou ontem que a taxa pode chegar a 14%. Não esperamos um boom de crédito. Então, os bancos devem aumentar eficiência se querem mais margem, afirmou o diretor. Para ele, como há limitações ao crescimento, seja pela concorrência, arrefecimento do crédito ou cobrança limitada, a forma de ganhar mais será por meio de eficiência. Na avaliação do BC, a provisão que as instituições brasileiras têm hoje é adequada a esse novo cenário de leve aumento do risco de crédito, ocasionado, entre outros fatores, pelo juro mais elevado e pelo fim do ciclo de queda da inadimplência.