Economia
Empréstimos ao setor canavieiro despencaram 12% ano passado
São Paulo O desembolso do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ao setor sucroenergético somou R$ 6,04 bilhões em 2014, 12,3% menos que os R$ 6,89 bilhões oferecidos em 2013. Os números ficaram em linha com o projetado pela instituição, conforme o chefe do Departamento de Biocombustíveis, Carlos Eduardo Cavalcanti, e o gerente da área, Artur Yabe. Eles destacaram que a queda foi pequena e reflete uma acomodação após o forte aquecimento em 2013. O ano de 2013 foi atípico, com uma demanda muito grande pelo Prorenova. Por conta do efeito que esse programa gerou, a indústria renovou mais os canaviais e, por isso, diminuiu a demanda pelos recursos no ano passado, explicou Yabe. Tanto é que o programa teve um orçamento R$ 1 bilhão menor, de R$ 3 bilhões. SEGMENTO AGRÍCOLA Por área, o BNDES desembolsou R$ 1,69 bilhão à agrícola (-17,5%), o que inclui o Prorenova. O segmento de indústria, que engloba máquinas, equipamentos e a linha para estocagem de etanol, recebeu R$ 4,24 bilhões no ano passado, queda de 8,6%. Já para a área de cogeração foram destinados cerca de R$ 110 milhões (-45%). Yabe também destacou os números do PAISS, programa de apoio ao desenvolvimento tecnológico do setor sucroenergético, que é tocado em conjunto pelo BNDES e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).