Economia
Franquias apostam em modelos enxutos
São Paulo, SP O alto custo de implantação combinado com a busca de pontos alternativos para manter a expansão e a desaceleração da economia intensificam o lançamento de modelos mais enxutos por parte das redes de franquias. É o caso, por exemplo, da Imaginarium, que aposta em uma unidade fit, e da marca Hope, com uma opção chamada 1.0. As redes sempre buscaram modelos alternativos, mas esse processo se intensificou de dois anos para cá, segundo análise do presidente do Grupo Cherto, Marcelo Cherto. Para Cherto, a situação da economia estimula ainda mais esse movimento, afinal, existe menos dinheiro disponível para investir e os juros estão particularmente elevados. Está todo mundo buscando uma alternativa de carreira nesse momento e abrir um negócio sempre é muito atraente. E a franquia, por já ter um conhecimento do mercado, tem um apelo grande no cenário de crise, afirma Cherto. O plano de expansão da Imaginarium para 2015 está baseado no modelo fit. Das 40 operações previstas, 30 delas serão direcionadas para o novo formato, que pede investimento inicial de R$ 129 mil e deve ser instalado, preferencialmente, em regiões que tenham a partir de 100 mil habitantes. Além do modelo fit, uma loja master da rede exige investimento inicial de R$ 425 mil, e a proposta compacta de R$ 290 mil. Além desses valores, a instalação no shopping inclui o pagamento de luvas, taxas administrativas, condomínio e fundo de promoção.