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Vendas de GLP s�o as menores em 4 anos

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Rio - O consumo de gás liquefeito de petróleo (GLP), o gás de cozinha, está em queda no País. Segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP), os dois primeiros meses do ano registraram retração de 7,4%, na comparação com o mesmo período do ano passado. Para especialistas e executivos, o alto preço do produto é um dos principais motivos para a redução no consumo, ao lado da competição com o gás natural (no caso dos consumidores comerciais e industriais). O volume de vendas vem caindo mês a mês desde setembro. Em fevereiro, de acordo com dados da ANP, foram 865,3 mil metros cúbicos, as piores vendas do produto nos últimos quatro anos. Os números sobre março e abril ainda não foram divulgados pela agência, mas, segundo o presidente da Federação Nacional dos Revendedores de GLP (Fergás), àlvaro Chagas, a queda de consumo acumulada no primeiro trimestre chega perto dos 15%. O gás de cozinha é altamente sensível às variações de preço por abastecer a população de baixa renda, diz relatório da Ultragaz, uma das maiores distribuidoras brasileiras, que ontem divulgou seu balanço do primeiro trimestre do ano. Criado no início de 2002 para amortecer o peso do produto para as famílias mais pobres, o vale-gás nunca teve seu valor aumentado. Hoje, compra um quarto de botijão por mês. Segundo estimativas do mercado, um botijão fica hoje cerca de 50 dias, em média, nas mãos do consumidor, contra uma média de 35 dias em meados da década de 90.

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