Economia
Modalidade cresceu 4% no ano passado

João Carlos Gomes da Silva conta que o crédito consignado cresceu 14% no ano passado e tem potencial muito grande de avançar este ano. Nosso foco do crédito este ano está na pessoa física como um todo, mas teremos um trabalho forte no consignado, diz Silva. A expectativa do banco é de que o crédito destinado a pessoas físicas avance entre 8% e 12% em 2015 e o consignado supere essas marcas. Além dos prazos mais dilatados e da correção no valor das aposentadorias o que amplia a possibilidade de endividamento , a maior procura pelo crédito consignado de aposentados e pensionistas é justificada pela taxa de juros menor comparada à de outras linhas. No Bradesco, por exemplo, os juros do consignado variam de 0,99% a 2,14% ao mês, teto estipulado pelo INSS. No momento em que a economia entra em recessão, o crédito consignado é uma garantia para os bancos de baixo índice de calote nos financiamentos. É que, em caso de demissão, 30% das verbas rescisórias do empregado são reservadas para quitar o financiamento consignado. No caso dos aposentados e pensionistas, a inadimplência é praticamente nula e ocorre só no caso de morte do beneficiário. GARANTIA A maior procura das famílias por crédito mais barato e em espécie aparece também no aumento da demanda por linhas de financiamentos onde um bem é dado em garantia para reduzir o juro. Na Omni Financeira, por exemplo, a linha de crédito que registrou maior avanço nas concessões entre janeiro e março foi o crédito pessoal com garantia de veículos, diz o vice-presidente da financeira, José Tadeu da Silva.