Economia
Dólar perde força e fecha a R$ 3,163

São Paulo, SP A forte alta do dólar registrada na manhã de ontem perdeu força durante a tarde, após a presidente Dilma Rousseff, no México, afirmar que a posição de Joaquim Levy (Fazenda) e Nelson Barbosa (Planejamento) no governo é extremamente estável. O mercado teme que Levy deixe o cargo por estar enfrentando resistência para aprovar as medidas de ajuste fiscal. Após subir até R$ 3,184 ao longo do dia, ou 1,11%, o dólar à vista (referência no mercado financeiro) fechou em alta de 0,41% sobre o real, cotado em R$ 3,163 na venda. É o maior nível desde 31 de março, quando estava em R$ 3,203. Já o dólar comercial, usado no comércio exterior, encerrou o pregão em baixa de 0,15%, para R$ 3,145, após ter subido até 1,14% na sessão, máxima de R$ 3,186. O mercado segue cauteloso em relação ao reequilíbrio das contas públicas no Brasil, um dia após o Senado ter aprovado a medida provisória 665, que restringe o acesso a benefícios trabalhistas com o objetivo de cortar gastos públicos obrigatórios. A avaliação de analistas é que, apesar de o governo ter vencido uma importante batalha, ainda há muito trabalho a fazer para que o País consiga cumprir a meta de superávit de 1,1% do PIB em 2015. Além disso, os ruídos de que o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, tem enfrentado resistência dentro do governo para dar sequência ao processo de ajuste fiscal, deixam os investidores na defensiva, à espera de resultados.