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Alta da Selic estimula fuga de recursos da poupança

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São Paulo, SP O aumento da taxa básica de juros (Selic) ampliou ainda mais a rentabilidade dos fundos de renda fixa em relação à poupança. Na quarta-feira, 3, o Comitê de Política Monetária (Copom) elevou os juros em 0,5 ponto porcentual, para 13,75% ao ano. A simulação feita pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac) mostra que a poupança só é a melhor opção de investimento nos casos em que a taxa de administração dos fundos supera 3% ao ano. A alta da Selic vem aumentando a vantagem dos fundos. Hoje, eles batem a poupança na maioria das ocasiões, afirma Miguel Ribeiro de Oliveira, diretor de Estudos Econômicos da Anefac. No médio prazo, porém, o contínuo aumento da rentabilidade dos fundos pode levar os bancos a aumentar as taxas de administração dos fundos. Há três ou quatro anos, à medida que começaram a perder negócios para a poupança com a queda dos juros, os bancos reduziram as taxas de administração. Nada impede que ocorra o movimento contrário, diz Oliveira. Não acredito que isso aconteça tão cedo, mas no médio prazo é uma possibilidade; então o investidor tem de ficar atento, completa. A contínua perda de atratividade da poupança tende a dificultar ainda mais o financiamento imobiliário no País. Principal fonte de recursos do crédito imobiliário, a caderneta de poupança perdeu R$ 30 bilhões no primeiro quadrimestre, o que se tornou um entrave adicional para o setor num momento de desaceleração econômica. Com os juros a 13,75% ao ano, a poupança tem um rendimento mensal de apenas 0,62%, segundo a Anefac, insuficiente para trazer ganhos reais elevados. Em maio, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) foi de 0,60%.

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