Economia
Ramo têxtil pede novo regime tributário
O ramo têxtil pede o regime tributário especial para o setor de confecções, que foi formulado pelo Ministério do Desenvolvimento, mas está parado no Ministério da Fazenda. A Abit aponta que as empresas devem fechar o ano com um corte líquido de 65 mil vagas, ante 20 mil em 2014 (em 2013, ainda houve saldo positivo de 7,2 mil empregos). Já o setor de máquinas e equipamentos cortou 50 mil empregos desde 2013, sendo metade apenas no primeiro semestre deste ano. O setor têxtil e de confecção, que fatura US$ 50 bilhões por ano, aposta nas exportações para contornar a atual crise econômica e reverter um cenário de queda na produção e de demissões que se arrastam desde 2014. Depois do tombo das vendas ao exterior devido à crise na Argentina, a Abit afirma que a estratégia é reforçar o comércio com países da América Latina e Central e expandir as vendas para o México, Estados Unidos e Europa, além de outros mercados não tradicionais. O que queremos é retomar o market share de 1% do comércio global do setor nos próximos dez anos, afirmou o presidente da Abit, Rafael Cervone.