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Crise provoca fechamento de bares e restaurantes em Alagoas

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Em tempos de recessão econômica, não tem perdão. Praticamente todos os setores produtivos sentem na pele e no bolso os efeitos do arrocho financeiro. Com o segmento de bares e restaurantes não é diferente. Primeira medida que se toma para cortar gastos, o lazer deixou de fazer parte da rotina de quem não perdia um fim de semana de curtição ou quem costumava almoçar e jantar fora. O resultado: empreendimentos sendo fechados, demitindo funcionários, reduzindo despesas ao máximo para tentar não encerrar a atividade. Mesmo com todas as medidas de contenção, o cenário em alguns estabelecimentos de Maceió é desolador. Não há um só cliente o dia todo durante a semana. Aos sábados e domingos, a procura é um pouco melhor, mas não o suficiente para os proprietários pagarem as contas. Placas de aluga-se, vende-se ou portas cerradas podem ser vistas em áreas tradicionais da capital alagoana para esse tipo de comércio, como é o caso da região da orla. No Centro, nem se fala! A situação é ainda mais grave. Empreendedores que nasceram e cresceram na atividade, estão vendo hoje escorrer pelo ralo os anos dedicados ao trabalho. Segundo dados da Associação de Bares e Restaurantes de Alagoas (Abrasel), a queda no movimento gira em torno de 3% a 5%. Um percentual muito, muito menor do que o que afirmam empresários, que revelam ter sofrido uma queda de 50% no movimento em seus estabelecimentos desde que a crise começou. Em Alagoas, de acordo com a Abrasel, existem cerca de 155 empresas do ramo. A associação confirma que houve fechamento de bares e restaurantes no Estado, mas não apresenta números. Houve fechamento, sim, mas numa dinâmica muito similar de abertura de novos negócios, afirma o presidente da associação, José Eutímio Brandão Júnior.

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