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Dólar caro dificulta estudo no exterior

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São Paulo, SP A mudança no patamar do dólar, que avançou 60% em um ano em relação ao real e ultrapassou a barreira dos R$ 4 no mês passado, interrompeu um sonho de muitos brasileiros: estudar no exterior. De uma hora para outra, as mensalidades se agigantaram, obrigando estudantes a procurar novas fontes de renda ou mesmo a desistir e retornar ao País. Em 2014, o administrador Flavio Cairoli, de 25 anos, resolveu fazer um MBA nos Estados Unidos, para ganhar exposição global. Eu tinha investimentos em propriedades que me renderam o suficiente para juntar com outras economias e investir na carreira, afirma Cairoli, que estuda na Escola de Negócios da Universidade de Duke, na Carolina do Norte. O orçamento, porém, foi feito com dólar a R$ 2,30. Com a disparada da moeda americana, hoje na casa dos R$ 4 para o turista, ele viu o valor de seu MBA, que custará US$ 225 mil em dois anos, chegar perto de R$ 1 milhão. Para pagar a conta milionária além dos custos para se manter, que também aumentaram , Cairoli não descarta pegar um empréstimo. Ele havia poupado em reais, mas agora pretende procurar um emprego para ganhar em dólar e pagar o empréstimo em 10 ou 20 anos. Infelizmente, o Brasil não oferece incentivos para a pessoa retornar, muito menos para pagar esse investimento todo. Os salários estão muito abaixo da média global, diz o administrador.

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